sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Monocromia

São Paulo já não vive apenas uma monocromia cinzenta no céu. Há tempos, um tom sem graça faz parte do trânsito e do dia-a-dia dos paulistanos. Sempre preto, prata ou cinza - que nada mais é preto com prata. Pelo menos 90% dos carros circulando por aí caem nessa mesmisse chata. Falta de criatividade? Talvez. Acredito muito mais na mentalidade de compra e revenda do que realmente no gosto de cada um. Afinal, dizem que o preto impõe sobriedade e elegância de sobra à qualquer um ao volante. Já o prata, transmite a segurança e a praticidade. Enquanto o chumbo mistura tudo isso, e ainda, com um certo tom de exclusividade. Temos razões culturais para imprimir uma mudança. O Brasil é um gigante plural de cores e tons. Nosso olhos foram acostumados com o brilho do vermelho, do azul, do laranja, do amarelo e do verde mesmo depois do carnaval. Uma herança da nossa riquíssima fauna e flora. Pense num trânsito menos chato, com mais cor e mais vida. Ou, vá de bike e chame com carinho ela de "azulona" ou "vermelhona". 

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Segunda Via?

Às vezes penso se só eu penso naquela segunda via do cartão de crédito, débito, vale alimentação ou qualquer maneira de se pagar por alguma coisa. Um detalhe pequeno. Corriqueiro e que passa despercebido em meio à pressa e a ansiedade da compra ou da fome. Qual o seu verdadeiro papel? Livre do duplo sentido, não vejo praticidade naquela pequena besteira. Age como uma goteira no nosso sistema de compra e venda. Parece pouco, mas se juntarmos todas as que nascem a cada passada do cartão, certamente algumas árvores ainda estariam de pé. Mas afinal, são importantíssimas para juntar, juntar, juntar e no final rasgá-las e ir pro lixo? Segundas vias não merecem uma segunda chance. Antecipe-se à mocinha que opera a máquina e ajude a consertar esta goteira.

@Natureza


E se a natureza estivesse no Twitter? Imagino que publicaria a cada minuto que acabou de perder 1840 árvores pelo mundo. Talvez indicasse todos os anos que o nível dos oceanos subiu mais 3 centímetros ou que ainda teimam em pegar sacolas plásticas nos supermercados. Não sei. Aliás, é difícil imaginar uma loucura dessas, mas se ela tivesse acesso à essa nova febre do mundo virtual, certamente pediria ajuda em muito menos de 140 caracteres. Seria "retuitada" por muitos. Por modismo. Pelo sentimento de se livrar da culpa. Teria milhões de followers no mundo virtual. No real, os muito menos seriam os eco-chatos. Ashton Kutcher e Marcelo Tas seriam as celebridades que mais a apoiariam. Obama, não perderia a oportunidade e logo daria status de cool ao perfil. Luciano Huck pensaria em uma promoção e daria um prêmio se a Natureza atingisse um número x de followers. Viraria um circo e a página cairía com tantos acessos. Como no dia da confusa morte do rei do pop. Por fim, celebraria sua morte na web com os cyber ativistas. Que depois de dois dias já encontrariam outra coisa da moda para seguir.